sábado, 15 de abril de 2017

Finn e o Homem na Árvore

Finn e o Homem na Árvore
Di Chetharslicht Athgabála
Senchas Mór

                Quanto a Finn Ua Baiscne, quando os fian estavam em Badamair nas margens do Suir, Cúldub, o filho de Ua Birgge, saiu do monte encantado na planície de Femen (os escoceses dizem) e levou embora a comida deles. Ele fez isso com eles por três noites. Na terceira vez, no entanto, Finn soube[1] e ficou diante dele no monte encantado em Femen. Finn o segurou quando ele entrava no monte de forma que ele caiu lá.[2] Quando ele tirou sua mão, uma mulher o encontrou[3] quando saía do monte com um recipiente gotejando em sua mão, tendo acabado de distribuir bebidas, e emperrou a porta contra o monte, fazendo com que Finn apertasse seu dedo entre a porta e a guarnição. Ele então colocou seu dedo na boca. Quando tirou, ele começou a cantar, o imbas o iluminou e disse [Segue agora uma ‘retórica’ intraduzível].

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Os Dindshenchas em prosa: Tailtiu

94. Tailtiu

                Tailtiu, a filha de Magmór, foi a esposa de Eochu o Duro, filho de Dua o Negro. A Fortaleza dos Reféns em Tara foi construída por ele, e Tailtiu era a mãe adotiva de Lug, o filho do Campeão Mudo. Foi ela que pediu para seu marido desobstruir1 para ela o Bosque de Cúan, para que pudesse haver uma assembléia em volta de seu túmulo. Depois disso, ela morreu nas calendas de agosto e sua lamentação e jogos fúnebres foram realizados por Lugaid. Por esse motivo dizemos Lug-nasad, “Jogos de Lugh”, Lammas.

                Isso foi há mil e quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, e antes da chegada de Patrício, a feira era realizada por todo rei que reinava na Irlanda, tendo existido quinhentas feiras em Tailtiu da época de Patrício até a Dub-oenach “Assembléia Negra” de Donchad, o filho de Fland, filho de Maelsechlainn.

domingo, 2 de abril de 2017

Ideia para um conjunto de Ogham

Go mbeannaí Ogma daoibh! Quis compartilhar essa pequena e simples ideia com vocês para a criação de um conjunto de ogham, de uma maneira simples, rápida e econômica, para aqueles de nós que não podem fazer um conjunto pirografado ou entalhado em madeira, ou que não podem comprar um conjunto pronto. Com apenas dois materiais, é possível fazer um conjunto de ogham de forma bastante simples e que pode ser tão eficaz quanto outro qualquer conjunto disponível no mercado. Para aqueles que não sabem o que é o ogham ou estão pouco familiarizados com o termo, sugiro dar uma olhada na “Leitura recomendada” disponível no final do texto.

terça-feira, 28 de março de 2017

Os métricos Dindshenchas: Eo Rossa, Eo Mugna, etc.

Poema 24
Eo Rossa, Eo Mugna, etc.

1. Como caiu o Ramo de Da Thí?
Ele abrigava a força de muitos mercenários gentis:
Um freixo, a árvore das tropas ligeiras,
Sua copa não suportava uma produção permanente.

2. O Freixo em Tortu – tomem nota disso!
O Freixo da populosa Usnech.
Seus galhos caíram – isto não está errado –
Na época dos filhos de Aed Slane.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Os métricos Dindshenchas: Eo Mugna

Poema 23
Eo Mugna

1. Eo Mugna, grande era a nobre árvore,
Alta era sua copa, acima do restante das copas;
Trinta cúbitos – isto não é um gracejo –
Era a medida de sua circunferência.

2. Três centenas de cúbitos era a altura da inocente árvore,
Sua sombra se estendia por mil cúbitos:
Em segredo ela permaneceu no norte e no leste
Até a época de Conn das Cem Batalhas.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Os métricos Dindshenchas: Mag Mugna

Poema 22
Mag Mugna

1. Mugna, o filho da minha irmã, da gloriosa árvore,
Deus a criou há muito tempo,
Uma árvore abençoada com várias virtudes,
Com três opções de frutas.

2. A bolota do carvalho, a estreita e negra noz,
E a maçã – era uma grande macieira brava –
O Rei enviava por regra
Para a árvore, três vezes ao ano.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Feliz Latha na Cailleach!



Feliz Latha na Cailleach! Por volta do dia 25 de março é celebrado o Là na Caillich (ou Latha na Cailleach, “o Dia de Cailleach”) na Escócia. Apesar de termos pouquíssimas evidências para o festival sobre como ele era celebrado e outras características, este é o dia em que, tradicionalmente, Cailleach abaixa seu martelo, desistindo finalmente de tentar prolongar o seu reinado, dando espaço para a chegada da primavera. Enfraquecida e incapaz de prolongar o inverno, ela coloca seu martelo debaixo de uma árvore de azevinho e é transformada em pedra como punição pelas terríveis tempestades criadas para extender seu reinado, ou em outras tradições, ela viaja até a Ilha Verde no mar ocidental e bebe da Fonte da Juventude, voltando a ficar jovem novamente, envelhecendo até o outono, onde todo o ciclo recomeçaria.

                A conexão com o equinócio de primavera é quase certa, já que também nessa época as condições climáticas para a semeadura são um pouco mais propícias. Além disso, vale a pena lembrar também que o Loughcrew, na Irlanda, um importante lugar conectado com Cailleach, foi construído de forma que a luz solar da manhã do equinócio de primavera (e do outono também) penetrasse em seu interior, sugerindo novamente uma conexão entre a Cailleach, a primavera e esse dia astronômico importante. Enquanto não há nenhuma evidência firme que comprove que os gaélicos tenham celebrado os solstícios e equinócios (não há menção desses festivais na mitologia, por exemplo), evidências como esta nos mostra que, sem dúvidas, eles davam grande importância a esses dias.

domingo, 19 de março de 2017

Alguns locais conectados com Cailleach

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco de parte do livro de K. W. Grant, citado na fonte abaixo.

Fonte: GRANT, K. W. “Myth, Tradition and Story from Western Argyll”, 1925, p7-8. Disponível em: <https://heelancoo.wordpress.com/2012/01/29/some-scottish-places-associated-with-the-cailleach/>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.

Alguns locais conectados com Cailleach

                Suas moradas são muitas. No lado ocidental da Ilha de Shuna, em Loch Linnhe, a escadaria de Cailleach Bheur pode ser vista entre as rochas negras. Os degraus são de rocha negra, com uma estreita faixa de quartzo branco nas bordas de cada lado dos degraus. O final oposto da escadaria está em Kingairloch. A Cailleach não cruzaria uma praia à outra através de um túnel subaquático.

                Existem três colinas acima de Strath de Appin, de onde as “rimas devem ser gritadas”, em conexão com o Latha na Caillich, em comemoração de sua derrota. Elas são: o pico da colina de Portnacrois, a Ben Donn, acima de Glenstockdale, e o alto pico ao leste desta montanha, ao olhar para baixo de Glean-na-h-Oighle.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Os Dindshenchas em prosa: Tlachtga

110. Tlachtga

                Os três filhos do Simão Mago violentaram Tlachtga, a filha de Mog Ruith filho de Fergus, quando ela foi com seu pai aprender a magia do mundo: foi ela que fez para Trian a Roda de Remadura, a Pedra em Forcathu e o Pilar de Pedra em Cnámchoill. Ela fugiu do leste trazendo essas duas coisas com ela, até chegar na Colina de Tlachtga, onde deitou e deu a luz à três filhos chamados Dorb, que deu seu nome para Mag nDoirb, Cuma, que deu seu nome para Mag Cuma, e Muach, que nomeou Mag Muaich. E até esses três nomes serem esquecidos na Irlanda, a vingança de estrangeiros não a visitarão. É por isso que a colina de Tlachtga é assim chamada.    

Fonte: STOKES, Whitley. “The Prose Tales from the Rennes Dindshenchas”, vol. 3. Disponível em: <http://www.ucd.ie/tlh/trans/ws.rc.16.001.t.text.html>. Acesso em: 13 de dezembro de 2017.

Para ter o arquivo em .pdf, clique aqui.

domingo, 12 de março de 2017

Conhecimentos sobre Cailleach

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco de parte do livro de K. W. Grant, citado na fonte abaixo.

Fonte: GRANT, K. W. “Myth, Tradition and Story from Western Argyll”, 1925, p5-6. Disponível em: <https://heelancoo.wordpress.com/2012/01/27/lore-concerning-the-cailleach-bheur/>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017. 

Conhecimentos sobre Cailleach

                A palavra Beur, significa simplesmente um pico, uma ponta ou pináculo, e pode sem esforço ser usada para significar cumes (de montanhas) no seu plural “Bheur”.

                A “bruxa dos cumes” seria uma designação bastante adequada para o espírito dos cumes das montanhas. Lá, nos mais altos cumes, os rebanhos negros de Cailleach Bheur se reúnem. De lá se precipitam as chuvaradas em uma espuma macia, e as cascatas de neve saltam, pois as nuvens e ondas negras são seus rebanhos de veados e suas ovelhas e cabras são as nuvens velosas, tal como as ondas de crista branca ou as águas agitadas nas colinas e planícies.