sexta-feira, 24 de março de 2017

Os métricos Dindshenchas: Eo Mugna

Poema 23
Eo Mugna

1. Eo Mugna, grande era a nobre árvore,
Alta era sua copa, acima do restante das copas;
Trinta cúbitos – isto não é um gracejo –
Era a medida de sua circunferência.

2. Três centenas de cúbitos era a altura da inocente árvore,
Sua sombra se estendia por mil cúbitos:
Em segredo ela permaneceu no norte e no leste
Até a época de Conn das Cem Batalhas.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Os métricos Dindshenchas: Mag Mugna

Poema 22
Mag Mugna

1. Mugna, o filho da minha irmã, da gloriosa árvore,
Deus a criou há muito tempo,
Uma árvore abençoada com várias virtudes,
Com três opções de frutas.

2. A bolota do carvalho, a estreita e negra noz,
E a maçã – era uma grande macieira brava –
O Rei enviava por regra
Para a árvore, três vezes ao ano.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Feliz Latha na Cailleach!



Feliz Latha na Cailleach! Por volta do dia 25 de março é celebrado o Là na Caillich (ou Latha na Cailleach, “o Dia de Cailleach”) na Escócia. Apesar de termos pouquíssimas evidências para o festival sobre como ele era celebrado e outras características, este é o dia em que, tradicionalmente, Cailleach abaixa seu martelo, desistindo finalmente de tentar prolongar o seu reinado, dando espaço para a chegada da primavera. Enfraquecida e incapaz de prolongar o inverno, ela coloca seu martelo debaixo de uma árvore de azevinho e é transformada em pedra como punição pelas terríveis tempestades criadas para extender seu reinado, ou em outras tradições, ela viaja até a Ilha Verde no mar ocidental e bebe da Fonte da Juventude, voltando a ficar jovem novamente, envelhecendo até o outono, onde todo o ciclo recomeçaria.

                A conexão com o equinócio de primavera é quase certa, já que também nessa época as condições climáticas para a semeadura são um pouco mais propícias. Além disso, vale a pena lembrar também que o Loughcrew, na Irlanda, um importante lugar conectado com Cailleach, foi construído de forma que a luz solar da manhã do equinócio de primavera (e do outono também) penetrasse em seu interior, sugerindo novamente uma conexão entre a Cailleach, a primavera e esse dia astronômico importante. Enquanto não há nenhuma evidência firme que comprove que os gaélicos tenham celebrado os solstícios e equinócios (não há menção desses festivais na mitologia, por exemplo), evidências como esta nos mostra que, sem dúvidas, eles davam grande importância a esses dias.

domingo, 19 de março de 2017

Alguns locais conectados com Cailleach

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco de parte do livro de K. W. Grant, citado na fonte abaixo.

Fonte: GRANT, K. W. “Myth, Tradition and Story from Western Argyll”, 1925, p7-8. Disponível em: <https://heelancoo.wordpress.com/2012/01/29/some-scottish-places-associated-with-the-cailleach/>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.

Alguns locais conectados com Cailleach

                Suas moradas são muitas. No lado ocidental da Ilha de Shuna, em Loch Linnhe, a escadaria de Cailleach Bheur pode ser vista entre as rochas negras. Os degraus são de rocha negra, com uma estreita faixa de quartzo branco nas bordas de cada lado dos degraus. O final oposto da escadaria está em Kingairloch. A Cailleach não cruzaria uma praia à outra através de um túnel subaquático.

                Existem três colinas acima de Strath de Appin, de onde as “rimas devem ser gritadas”, em conexão com o Latha na Caillich, em comemoração de sua derrota. Elas são: o pico da colina de Portnacrois, a Ben Donn, acima de Glenstockdale, e o alto pico ao leste desta montanha, ao olhar para baixo de Glean-na-h-Oighle.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Os Dindshenchas em prosa: Tlachtga

110. Tlachtga

                Os três filhos do Simão Mago violentaram Tlachtga, a filha de Mog Ruith filho de Fergus, quando ela foi com seu pai aprender a magia do mundo: foi ela que fez para Trian a Roda de Remadura, a Pedra em Forcathu e o Pilar de Pedra em Cnámchoill. Ela fugiu do leste trazendo essas duas coisas com ela, até chegar na Colina de Tlachtga, onde deitou e deu a luz à três filhos chamados Dorb, que deu seu nome para Mag nDoirb, Cuma, que deu seu nome para Mag Cuma, e Muach, que nomeou Mag Muaich. E até esses três nomes serem esquecidos na Irlanda, a vingança de estrangeiros não a visitarão. É por isso que a colina de Tlachtga é assim chamada.    

Fonte: STOKES, Whitley. “The Prose Tales from the Rennes Dindshenchas”, vol. 3. Disponível em: <http://www.ucd.ie/tlh/trans/ws.rc.16.001.t.text.html>. Acesso em: 13 de dezembro de 2017.

Para ter o arquivo em .pdf, clique aqui.

domingo, 12 de março de 2017

Conhecimentos sobre Cailleach

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco de parte do livro de K. W. Grant, citado na fonte abaixo.

Fonte: GRANT, K. W. “Myth, Tradition and Story from Western Argyll”, 1925, p5-6. Disponível em: <https://heelancoo.wordpress.com/2012/01/27/lore-concerning-the-cailleach-bheur/>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017. 

Conhecimentos sobre Cailleach

                A palavra Beur, significa simplesmente um pico, uma ponta ou pináculo, e pode sem esforço ser usada para significar cumes (de montanhas) no seu plural “Bheur”.

                A “bruxa dos cumes” seria uma designação bastante adequada para o espírito dos cumes das montanhas. Lá, nos mais altos cumes, os rebanhos negros de Cailleach Bheur se reúnem. De lá se precipitam as chuvaradas em uma espuma macia, e as cascatas de neve saltam, pois as nuvens e ondas negras são seus rebanhos de veados e suas ovelhas e cabras são as nuvens velosas, tal como as ondas de crista branca ou as águas agitadas nas colinas e planícies.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Os Dindshenchas em prosa: Lusmag

108. Lusmag

                Para cá Diancecht trouxe cada erva de cura, esmagando-as no poço de Slainge em Achad Abla, ao noroeste de Moytura, quando a grande batalha foi travada entre os Tuatha Dé Danann e os Fomorianos. Todos os Tuatha Dé Danann que fossem colocados sob a água de ervas se  levantariam lisos e curados de suas feridas. Por isso é chamado de Lusmag, “Planície da Erva”.

Fonte: STOKES, Whitley. “The Prose Tales from the Rennes Dindshenchas”, vol. 3. Disponível em: <http://www.ucd.ie/tlh/trans/ws.rc.16.001.t.text.html>. Acesso em: 13 de dezembro de 2017.

Para ter o arquivo em .pdf, clique aqui.

domingo, 5 de março de 2017

Outra versão da origem do Lago Awe

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco do livro da Eleanor Hull, citado na fonte abaixo.

Fonte: HULL. “Legends and Traditions of the Cailleach Bheara or Old Woman (Hag) of Beare,” em Folklore, Vol. 38, n. 3 (Sep. 30, 1927), p252-253. Disponível em: < https://heelancoo.wordpress.com/2012/02/18/loch-awe-ii/>. Acesso em: 11 de fevereiro de 2017.

Lago Awe II

                A causa da criação do Lago Awe (em gaélico, Loch Odha) foi a vaca parda que Cailleach Bheur possuía.

               Essa vaca era tão bem cuidada pela Cailleach que nunca existiu um prado gramado ou um vale florido melhor que o que era reservado para o animal, mesmo se o lugar estivesse há uma centena de milhas distante.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Deidades, forças naturais e ancestrais

Essa é a tradução de um artigo original em inglês, parte de um projeto chamado “Land, Sea and Sky” cujo link se encontra no final da página. A tradução foi feita pelo autor do blog e como sua escritora faleceu, a autorização foi concedida por uma das organizadoras do projeto, Shae Clancy.

12. Deidades, forças naturais e ancestrais
Francine Nicholson

                Conforme caminhas ao longo de uma estrada, um corvo pousa no galho de uma árvore bem acima de sua cabeça e crocita ruidosamente. Se tu fosses um celta pré-cristão, imediatamente se perguntaria se esse era um corvo comum ou um mensageiro do outro mundo. Poderia ser ele sua divindade patrona em sua forma animal? E mais importante, estaria ele tentando lhe dizer alguma coisa?

                Para os celtas pré-cristãos, estas eram perguntas com verdadeiro significado e importância para suas vidas diárias. Eles acreditavam que compartilhavam o mundo não apenas com as criaturas que podiam ver, mas também com uma tropa de seres cuja presença nem sempre era facilmente detectada. Aplacar essas forças não-humanas e ganhar sua cooperação poderia trazer paz, vitória, fertilidade e prosperidade.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Gaeilge: Lição 10

Lição 10

Fonte: Erin’s Web - Learn Irish Gaelic. Disponível aqui: <http://www.erinsweb.com/gae_index.html>. © Bitesize Irish Gaelic Ltd. 2014, unless otherwise stated. All rights reserved.

Pronúncia

                Por hora, você já sabe pronunciar os amplos “c” e “g”. Estes sons ocorrem quando a vogal mais próxima na palavra é “a”, “o” ou “u”. Os sons, em geral, lembram aqueles das palavras inglesas “coal” e “go”. Em algumas palavras irlandesas, no entanto, um som semelhante ao som do (uh) segue o “c” ou o “g”. Os grupos “cao” e “caoi” causam este som.

                “Caol”, significando “magro, delgado”, é um exemplo.